
As pessoas que hoje novamente defendem o Não não o fazem por moralismo; não baixaram os braços numa tarefa mais árdua do que disparar em todos os sentidos, mentir para conquistar votos, ou esperar que uma lei resolva tudo. A verdade é que a grande consequência do referendo de 1998 não foi a possiblidade de fazer outro em 2007, foi sim a enormíssima estrutura de apoio a:
- mulheres grávidas que querem ter um filho e não têm condições;
- mulheres grávidas que sofrem pressão familiar, social ou laboral para abortar;
- mulheres grávidas que desejam abortar e não sabem onde se dirigir.
- «Ponto de Apoio à Vida»:
Uma associação para ajudar as mulheres que pensam abortar (fund.1998) - Associação Vida Norte:
Desde a sua constituição, em 1998, a Associação tem promovido diversas iniciativas de apoio a mulheres e jovens adolescentes, muito em especial, àquelas que se encontram numa situação normalmente denominada de gravidez de risco ou gravidez não desejada.
Actua com dois tipos essenciais de apoio:
- apoio imediato, que consiste essencialmente na disponibilização rápida de ajudas nos diversos aspectos necessários no curto prazo: apoio psicológico, médico (essencialmente ginecológico), jurídico, laboral, etc;
- apoio preventivo, que consiste no desenvolvimento de um conjunto diverso e integrado de acções de formação dirigidas às famílias, a grupos de adolescentes, às associações de Pais (nas escolas), aos professores, aos grupos com dificuldades de inserção social e profissional, etc. As áreas especialmente focadas nestas acções de formação são a educação, as relações educadores/educandos e a sexualidade. - VINHA DE RAQUELA Síndroma Pós-Aborto afecta uma percentagem elevada das mulheres que a ele se sujeitam. Os seus efeitos são devastadores: depressão, tentativas de suicídio, ansiedade, pânico, pesadelos etc. O “Projecto Raquel” acompanha individualmente mulheres afectadas por essa síndroma. Tem uma equipe de psicólogos e psiquiatras que realizam essa tarefa.
- SURPREENDA-SE COM UMA ESTRUTURA com 25 (vinte e cinco) importantes casos de sucesso, muitos criados em 1998, que incluem os seguintes cuidados:
- casas de acolhimento para mulheres grávidas em necessidade económica ou social;
- serviços para jovens e adolescentes (grávidas ou não) com necessidades de informação;
- apoio a crianças e mães vítimas de maus tratos, ou pressões para realizar abortos;
- cuidados gratuitos de obstetrícia, ginecologia, pediatria e aconselhamento psíquico e jurídico;
- apoio médico e humano à solidão, ao desespero e ao abandono;
- centros especializados para simplesmente ouvir as mulheres;
- ajuda na gravidez, sexualidade, planeamento familiar e cuidados materno-infantis;
- apoio à reinserção social e profissional das mulheres grávidas e puérperas.
Sem comentários:
Enviar um comentário